Arquivo de Fevereiro, 2007

Rio de Janeiro/RJ - Parati/RJ

A tempos não acordava numa segunda-feira de manhã tão animado. Talvez por ter passado o domingo inteiro coçando o saco e por saber que não teria que trabalhar nesse dia (foi mal, galera, hehehe).

Aproveitando o convite da Tati, me arrumei pra acompanhá-la na aula de yoga perto de casa. Olha, se fosse mais acessível eu recomendaria a todos os viajantes um exercício desses antes de cair na estrada. Senti-me ainda mais relaxado e com mais energia pra aproveitar o resto do dia. Obrigado a instrutora Cíntia pela paciência e oportunidade.

É claro que não pude sair da cidade de mãos abanando, antes disso tive que visitar a sede do Botafogo pra tirar uma foto do menino mijão mascote do clube e arranjar umas lembranças para meu pai, torcedor roxo do fogão.

Sede do Fogão Manequinho mijão

Aí começa o martírio pra conseguir abandonar a capital. Demoramos muito tempo pra alcançar os limites do município, seguindo a congestionada e compridíssima avenida Brasil até o fim dos tempos. Se não fosse estarmos de moto, acho que ainda estaríamos por lá.

Após passar a loja do Extra Hipermercados, basta seguir as placas indicando Angra dos Reis, que te levarão por uma entradinha a direita. Bem vindo a Rio-Santos, via que serpenteia entre a serra litorânea, exibindo os muitos encantos da região. Seu estado de conservação é muito bom, com uma ótima sinalização horizontal, porém, convém ter muita paciência durante todo seu trecho por conta dos aclives e declives constantes e das muitas curvas fechadas.

Mais montanhas Montanhas

Tocamos direto até Angra dos Reis, onde já encontramos o sol se pondo. Nesse ponto, decidimos deixar de lado a regra sagrada de não viajar a noite, confiando no pouco tráfego e qualidade da via até o momento. Iríamos parar somente em Paraty.

Decisão acertada, não tivemos problema algum durante o fim de viagem. Antes de chegar ao destino, ainda paramos pra fotografar e admirar a usina nuclear de Angra dos Reis. Pouco tempo depois, jantávamos num restaurante por kilo na avenida principal de Paraty, daonde saímos e nos hospedamos no Silotel, por R$ 50 a diária.

Orgulho nuclear brasileiro

Resumo da viagem: 225 km percorridos em 3h40 (sem contar o engarrafamento).

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Estrada x Motocicleta

No sudeste as estradas até agora não têm ajudado muito. Não sei se é devido ao tráfego ser mais intenso, se é pelo fato do interior não ser um destino tão atraente para turistas estrangeiros (e consequentemente não precisa ser maquiada para os turistas terem uma boa impressão do Brasil), mas o fato é que andei pegando uns buracos que não auxiliaram em nada a conservação de minha moto. Já foi noticiado que o peito de aço da minha moto quebrou. O parafuso que o prendia, era o mesmo que segura o radiador, hoje preso por um arame. Um dos parafusos que segura o cano de descarga também se soltou devido a trepidação, a roda está com um amassado e para terminar, o farol que eu havia ribitado em Piauí por causa da minha queda, se soltou novamente.

Roda amassada Radiador preso por um araminho Parafuso faltando

Bem, vou fazer os reparos em Curitiba. Devo comprar as peças por lá mesmo ou em São Paulo. Depois vou mandar a conta pro governo federal e estadual.

Agradeço ao proprietário da VW Brasília que me cedeu parte do arame que segurava a buzina do seu carro para o “conserto” do meu radiador.

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Rio de Janeiro/RJ - parte 2

Logo na segunda noite fomos passear no bairro pra sentir o movimento. A avenida principal, Boulevard 28 de Setembro, leva esse nome por querer ser chique e também homenagear a data de inauguração do primeiro bondinho da cidade. Bem que eu poderia jurar que era por causa do meu aniversário! Suas calçadas contém trechos de composições famosas, como Carinhoso e algumas melodias de Noel Rosa. Suas calçadas também são repletas de bares, ideais pra quem queria ver o agito.

Tomamos uma gelada no Petisco da Vila e resolvemos andar procurando um lugar mais agitado. Nada fácil num fim de noite de quinta-feira, mas continuamos mesmo assim. Já na primeira quadra, demos de cara com um pessoal estranho conversando encostado no muro. Colete de couro cheio de penduricalhos e barulho de motos, não havia dúvida, deveríamos estar perto de algum motoclube. Foi muito legal visitar os fundos do casarão abandonado e dar de cara com a sede dos Skulls-RJ. Lá conhecemos o pessoal, conversamos sobre nossa façanha, ouvimos dicas importantes de quem já visitou a Argentina e soubemos do casal aventureiro do grupo, que nas últimas férias havia feito uma viagem até o nordeste e voltado.

Na sexta-feira, resolvemos seguir uma indicação do pessoal do motoclube e conhecer um bar próximo à Vila Mimosa, o Heavy Duty. O dono do bar é membro dos Balaios-RJ, cuja sede fica ao lado, vizinho de mais cinco motoclubes diferentes. Não precisa dizer que o local cheirava a couro, de tantos coletados presentes. O clima era meio pesado, não arriscamos muita conversação, somente com um membro dos balaios que nos recebeu assim que chegamos. Ao menos a noite serviu para vermos muitas motos modificadas, o dodge sofazão desse novo colega, curtir o bom e velho rock anos 70 e passear pelo túnel Rebouças, quando erramos o caminho pra chegar perto da Vila Mimosa.

Sábado foi dia de citytour. Nosso anfitrião nos levou de carro pra conhecer os principais pontos da cidade. Passamos pela porra toda, como é costume se expressar por lá. Copacabana, Barra, Rocinha, palácio do rei, etc. Realmente o Rio de Janeiro é um lugar com muitos encantos. Pra coroar a tarde, fomos lanchar num tal de Outback, restaurante especializado em comida Australiana (aka exagerada e bem temperada). Pedimos uma cebola gigante frita mais batatas fritas pra experimentar, ambas deliciosas, porém, a vedete da refeição foi a sobremesa, o mega-hiper-über chocolate thunder, que redefiniu meu conceito sobre petit gateaus.

Favela do outro lado do morro da Rocinha Favela Rocinha - Rodeada de prédios nobres Copacabana Palace - RJ

Chocolate Thunder, from Down Under Ambiente do Restaurante Outback Thiago e Tati discutindo o futuro do Xicó - Barra Shopping

A noite tivemos um programa duplo, pizzada no aniversário do Barbeita e passeio com uma amiga de Niterói que conhecemos no albergue de João Pessoa. O jantar estava muito legal, com o pessoal animado e saindo uma pizza melhor que a outra, pena termos chegado tarde demais pra aproveitar melhor. O passeio também foi muito bom, já que passamos por mais alguns pontos turísticos e conhecemos os bares de Santa Teresa. Enfim, uma noite completa.

Domingo foi só descanso. Deixamos de ir no monobloco e no jogo do Vasco x Flamengo pra ficarmos descansando. Fazia muito tempo que eu não zapeava tanto uma televisão (obrigado por ter net em casa, barbeita, hehehe). Ócio rejuvenescedor total.

Leandro Barbeita, amigão e carioca gente boa :-) Olha o tamanho da jaguatirica doméstica Tikilito tentando escapar do malfeitor Olhar 43

A saudade de asfalto já era grande, segunda-feira seria o último dia na cidade maravilhosa.

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Rio de Janeiro/RJ - parte 1

Tudo que escutava sobre o Rio quando morava em Minas ou mesmo no Amazonas era que esta é a cidade mais violenta do Brasil. Vemos nos noticiários ônibus em chamas, rebeliões nas cadeias, traficantes com armamento pesado nas favelas, comércio fechado por determinação do crime organizado, enfim, você brasileiro sabe do que estou falando. No post anterior o Milton contou que na chegada erramos o caminho e demos de cara com o Morro do Macaco. Nosso anfitrião Leandro disse que por onde passamos e no horário em que passamos, era deveras perigoso.

Mas, como temos colhões, resolvemos encarar a cidade como fazem os mais de 6 milhões de cariocas diariamente. Resolvemos passear de metrô e ônibus, parte por nunca termos andado de metrô e queríamos experimentar a praticidade do serviço, parte pelo coeficiente de cagaço ao andar novamente pela cidade sem conhecer o terreno e dar de cara novamente com uma favela com uma moto que faz mais barulho que o blindado do BOPE. O metrô do Rio deve ser um motivo de orgulho para os cariocas, pelo menos fora das horas de rush. O serviço é muito bom e com bastante facilidade, os caipiras aqui conseguiram chegar no pé do Corcovado, o primeiro ponto turístico que iríamos visitar no dia.

Caipira no metrô Metrô do Rio de Janeiro Caipira dentro do metrô

Embaixada da Romênia Estação do Trenzinho do Corcovado

Estávamos com muita fome. Existem coisas que são “pra gringo ver” e o Cristo Redentor é uma delas, deduzimos que os restaurantes no alto da montanha seriam “pra gringo comer”. Que sou eu para pagar módicos R$ 6,50 em um diminuto mixto-quente? Sabiamente resolvemos comer um Podrão antes de subir a montanha.

Normalmente o turista pode optar por subir o Corcovado pelo tradicional trenzinho ou se render ao assédio e chateação dos motoristas de van que ficam na porta da estação de trem oferecendo seus serviços. Maltrapilhos como sempre, ainda assim fomos bastante amolados pelos motoristas, que brigavam para nos ter como passageiros. Fico imaginando como seria se estivéssemos acompanhado no nosso grande amigo alemão Jonas.

Optamos pelo tradicional e fomos de trenzinho. Como disse, o Corcovado é coisa de gringo: R$ 36,00 para visitação não é um luxo que eu e o Milton, desempregados, pagaríamos sorrindo. Há uma lenda de quem é carioca tem um desconto neste preço - cheguei a ensaiar um “mermão, me vê doisss ingressosss” - mas a verdade que o desconto é dado apenas para os filiados ao Albergue da Juventude. Com o desconto (necessário apresentação da carteirinha e identidade), pagamos R$ 28,00 por cabeça. Após admirar a vista fantástica da Cidade Maravilhosa, voltamos no tranzinho escutando um samba (veja o vídeo) executado por músicos que trabalham no local.

Interior do trenzinho do Corcovado Exterior do trenzinho do Corcovado Curva do Oh!

Lanchonetes no Corcovado Milton e o céu degradê do Rio Cristo de costas Vista do mirante do Cristo Redentor - 4 (Pão de Açucar)

Vista do mirante do Cristo Redentor - 1 Vista do mirante do Cristo Redentor - 2 Sovaco do Cristo

Vista do mirante do Cristo Redentor - 3 (Cantagalo) Vista do mirante do Cristo Redentor - 5 (Aeroporto Santos Dummont) Vista do mirante do Cristo Redentor - 6 (Ponte Rio-Niterói)

Vista do mirante do Cristo Redentor - 7 (Cemitério que não sei o nome) Cristo de braços abertos Foto obrigatória Foto obrigatória (Milton avacalhado)

Eu me achando com o Rio ao fundo Disclaimer do Cristo Redentor Sem comentários a vista do Cristo Redentor

Mirante lotado de gringos Estação do Trenzinho do Corcovado 2

Na volta ainda arrumamos tempo para conversar com um oficial da Guarda Municipal Turística do Rio de Janeiro. Me impressionou a prestatividade do policial e seus conhecimentos sobre a história do Rio. O mesmo nos levou para conhecer o Museu Internacional de Arte Naif do Brasil, que fica logo ao lado da estação.

Museu de Arte Naif Quadro Naif Diversos quadros Naif's

Próxima parada: Pão de Açúcar. Pegamos um ônibus até o Botafogo Praia Shopping, onde descemos para sacar dinheiro, prevendo um preço salgado para o passeio de bondinho. Pitstop no Shopping para uma massagem nas costas em uma “ilha de massagem” que estava com preços promocionais. Feita a revisão mecânica da minha coluna, estou pronto para andar mais 5.000 Km sobre uma moto. Para terminar de relaxar, nada como beber um cappucino da Kopenhagen, vício que adquiri em Manaus.

Capuccino do Kopenhagen

Seguimos a pé até a Praia Vermelha (Urca), ponto de acesso ao bondinho. No caminho saboreamos a bonita paisagem, com belas contruções e o Pão de Açúcar ao fundo.

Pão de Açucar visto do Botafogo Centro empresarial chic Pão de Açucar

Cristo visto do Botafogo Universidade do Brasil (aka. UFRJ) Instituto Benjamin Constant

Marinha do Brasil Acesso ao Teleférico (aka. bondinho) Milton esperando o embarque no bondinho

Decisão acertada de sacar dinheiro no shopping para visitar o Pão de Açúcar. A entrada custa R$ 35,00 e desta vez sem desconto para alberguistas. Tá difícil! Morremos até agora em R$70,00 só em ingresso e deslocamento… Pelo menos a infraestrutura é excelente, como a do Corcovado.

Engrenagem do teleférico The shuttle itself Eu no bonde Milton apontando para a primeira etapa, a pedra da Urca

Vista da Pedra da Urca Outra vista da Pedra da Urca Picadeiro onde rola shows

Melhor foto que o Milton já tirou Vista noturna do Pão de Açúcar Turistas no mirante do Pão de Açúcar

Noite caindo, hora de voltar pra casa. Pegamos novamente ônibus e metrô e por volta de 22h chegamos ao lar de nosso anfitrião Leandro, que já estava morrendo de preocupações (talvez não “morrendo”, mas estava preocupado).

A idéia que eu tinha sobre o Rio mudou completamente. Como em toda cidade do Brasil, o segredo é não marcar bobeira. Posso estar enganado, mas não vi nenhum perigo em andar durante o dia pelos bairros em que passei. A cidade é realmente maravilhosa, mas ainda assim, a cena que ainda está na minha cabeça é a da favela que demos de cara na hora que chegamos. Realmente a primeira impressão é a que fica.

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Guarapari/ES - Rio de Janeiro/RJ

Dez pras onze da manhã. Despedimos de todo o pessoal e tomamos rumo até a BR-101. A idéia era andar o máximo possível em sentido ao Rio, mas parando em alguma cidade pelo caminho pra não arriscar chegar lá escurecendo. Cautela razoável para rio-fóbicos como nós.

A situação da rodovia era razoável, com alguns buracos espalhados e tráfego médio, porém, eventualmente apareciam crateras do nada, exigindo mais da nossa concentração. A paisagem é muito bonita, mesclando campos com montanhas. Uma delas, a do Frade e a Freira, chamou muita minha atenção pela seu formato peculiar.

Nem 100km rodados e tivemos um lance desagradável. O peito de aço da moto do Thiago soltou depois de uma lombada. O encaixe lateral havia quebrado e estava pendurado apenas por um parafuso. Depois de guardar a peça no alforge e constatar que o radiador não estava bem seguro por causa de um parafuso que caiu, aproveitamos para almoçar logo em seguida, onde foi feito um reparo rápido com arame arrancado de um motor de brasília, gentilmente cedido pelo seu prestativo proprietário. Não tenho certeza, acho que o nome do lugar é Restaurante do Motorista, mas lembro bem do suco de laranja, pois estava delicioso. Fica uns 56kms antes da divisa entre estados.

Montanhas e campos frequentes na paisagem Divisa ES/RJ, acreditem... Bye bye, peito de aço
Com quatro horas de viagem chegamos em Campos dos Goitacazes/RJ, cidade cortada pelo barrento rio Paraíba do Sul que, devido ao flagelo das chuvas de verão, tragou uma das principais pontes da cidade. O negócio foi cruzá-lo por outro lugar e andar pelo meio da cidade até encontrar o acesso à BR. Um motoboy gentilmente nos guiou por bons atalhos até a entrada para a rodovia, onde abastecemos e continuamos a viagem.

Ponte quebrada sendo reconstruída
Fizemos quase 200km em duas horas e meia de viagem, minha moto chegou a entrar na reserva uns dez quilômetros antes de abastecer em Rio Bonito/RJ. Nesse ponto percebemos o sol ainda alto no céu e concordamos que seria possível chegar na capital do estado antes dele se pôr. Não tenho certeza se foi antes ou depois disso, mas mais uma cratera surpresa cuspida no momento de ultrapassagem acabou entortando um pouco o aro dianteiro do Thiago.

Agora peço licença da narrativa pra citar uma curiosidade. É um pouco preconceituoso da minha parte querer criar estereótipos dos motoristas de cada região, mas não acho que deixe de ser interessante, portanto, citá-los-ei. :-P

No norte e nordeste, o fluxo de trânsito é menor, porém dá pra perceber algumas características similares. Lá predomina o estilo barqueiro de direção, onde o veículo acompanha a maré (imaginada pelo motorista, cruzando ciclicamente de um lado a outro da pista) e constantemente repousa no leito (centro) da via. Se não for um Eco Sport, há certo respeito por motos, quando percebidas (ponto positivo pra quem tem escapamento barulhento, diferente do meu).

Em Minas Gerais conheci os motoristas mais suicidas. Todo mundo deve achar que é piloto, tipo o Nigel Mansel, com apego ao traçado mais tangente e tudo o mais. Fazem ultrapassagens passando raspando e escolhendo pontos estratégicos, como início e meio de curvas. Não sendo um Eco Sport, ainda há um certo respeito por motos.

Já os cariocas tem o costume esquisito de trafegar pelo acostamento. Fila na frente? Sem problema, mermão, toca pelo lado! Veículo lento? Já era, malandro, o acostamento tá vazio mesmo! Perigoso demais. Um celtinha vermelho que andava mais ou menos junto da gente fez isso várias vezes, uma delas a mais de 100km/h. Abusado demais… Ah, moto pros cariocas é um empecilho viário que deve ser jogado pro acostamento (lugar perigoso, já que também é usado pra ultrapassagens) caso não ceda voluntariamente seu lugar na rodovia. Isso me fez pensar seriamente em botar uns espetos na lateral da minha moto, ou comprar uma bota bem feia e cheia de espinhos.

Bom, voltando agora a narrativa principal. Com a rodovia já em seu trecho duplicado, não demorou muito pra chegarmos em Niterói e, consequentemente, na famosa ponte que a liga ao Rio. Como o pedágio é cobrado somente no sentido contrário, seguimos desimpedidos sobre toda sua extensão, admirando a baía de Guanabara à direita e os vários cartões postais que despontavam à esquerda. Esquisito, tive a impressão de ter visto o Cristo Redentor tampar os olhos com uma das mãos no momento que atravessávamos a ponte… Aproveitei a parada do Thiago conferindo o radiador pra tirar algumas fotos.

Consegue ver o Cristo? Orla urbanizada

Sentido Rio Sentido Niterói

Depois de rodear o terminal rodoviário a toa, acertamos o caminho pra Vila Isabel com a ajuda de um frentista e, mais tarde, de um taxista. Não demorou muito pra encontrarmos o caminho pro Maracanã, passar no meio da torcida que se preparava pro jogo da libertadores na mesma noite e seguirmos as placas indicativas levando até a avenida 28 de setembro, uma das principais do bairro. Ainda não descobri se o nome dessa avenida é realmente por causa do meu aniversário ou se aconteceu alguma coisa mais importante que isso enquanto estive fora daqui.

Chegando perto do Petisco da Vila e sabendo o quanto cariocas gostam de zuar, prometemos nem pensar em ligar pro nosso amigo e ex-gerente Barbeita pedindo orientações. Conseguimos encontrar o local na boa, mas não sem antes passar na porta dos fundos do Morro do Macaco. Acho que se um carinha pulasse na frente da moto nessa hora, teria gritado “pode levar, aqui estão as chaves”. Depois de quase cortar uma lombada no meio, comecei a perceber que o negócio nem era tão barra pesada quanto imaginei.

As 20hs da noite, 499kms depois de Guarapari e com as cuecas intactas por muito pouco já chamávamos o Barbeita no interfone e seguíamos para um agradável descanso.

Endereço do Barbeita

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