A Arte da Internação (aka. como retirar motos de Manaus)
Quem compra um veículo aqui em Manaus as vezes nota uma linha adicional em seu documento com os seguintes dizeres.
PROIBIDO SAIR DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
Como a maioria dos detalhes burocráticos aqui no Brasil, isso tem significado certo: encrenca!
Traduzindo melhor, o valor pago pelo veículo só lhe dá permissão pra rodar dentro da Amazônia Legal (aqui não sei se é legal por causa de alguma lei ou pelos impostos reduzidos). Caso queira rodar por outros cantos sem maiores complicações, você precisa “internar” o veículo, ou seja, pagar os impostos de importação sobre os componentes que vêm de fora.
O procedimento é meio trabalhoso e não é qualquer um que conseguirá te explicar. Eu e o Thiago rodamos muito até acertar os ponteiros do negócio. Mandaram a gente do Detran pra Receita Estadual, da Estadual pra Federal e da Federal pro Detran novamente, criando um ciclo de desapontamento e fazendo a gente parecer um bando de peru tonto. Por sorte uma boa alma que estava no hall de entrada da Receita Federal me fez o favor de indicar a entrada correta pro labirinto burocrático que me aguardava: a Alfândega de Manaus.
O roteiro abaixo deve servir pra maioria dos casos.
- Alfândega
- Banco
- Vistoria Detran
- Alfândega (dia seguinte)
- Detran
- Detran (três dias depois)
Compareça na Alfândega com duas cópias de cada um dos seguintes documentos: RG, CPF, Nota Fiscal[1] e documento do veículo. Fica ao lado do Porto, é um prédio antigo bem estiloso. Não se esqueça de ir até lá bem cedo e com o veículo em questão, já que eles tiram foto do chassi e placa na mesma hora. A Alfândega emite um boleto a ser pago num banco credenciado pelo estado (Bradesco, nesses últimos anos) com o valor relativo às peças importadas. Leve-o até o…
[1] Caso não tenha mais a nota, vá até o Detran e peça o tal do VEVEIC, onde também aparece o preço.
Pague esse boleto (tem uma agência do Bradesco na Sete de Setembro, a do Porto não serve) e retorne-o pra Alfândega no mesmo dia, assim a sua documentação sai mais rápido.
Aproveite o pedaço de tarde que lhe resta pra fazer uma vistoria no veículo, ela será cobrada na hora de dar entrada no Detran. O pátio de vistoria fica naquela avenida principal do Aleixo que dá na bola do Coroado.
Recupere todas as vias de documentação devidamente assinadas e prepare-se pra encarar o Detran.
Mais xerox de documentos, não esquecer DUT original. Mais taxas pra pagar, ao menos o banco fica dentro do mesmo prédio. Ironicamente, conhecemos duas pessoas capazes de explicar o processo de internação por completo no dia que entramos com a papelada no Detran. Tudo certo, basta aguardar…
Ok, a epopéia acabou, você deve receber o novo documento sem a fatídica linha de observação. Confira os dados, respire fundo e torça pra burocracia demorar a bater novamente em sua porta.
BIb! escreveu,
Dezembro 13, 2006 @ 18:48
Milton, e sua aventuras 1º parte!
Arthur Mandalho escreveu,
Dezembro 14, 2006 @ 14:02
Tá mas qto custou tudo isto???
Taxas, guias, DUTs e mais???
Jo escreveu,
Dezembro 14, 2006 @ 17:41
Esta estória me lembra da impossibilidade de tirar um CPF como estrangeiro, sem o qual quase nada funciona. Os pacos sao os seguintes:
Ir para receita federal, ir ao correio, ser informado de precisar ir à receita federal primeiro, tentar de novo, ser informado de chegar no banco do brasil, ir ao banco do brasil, ser informado que o atendimento para CPFs só acontece às quarta-feiras dentro 9 e 10, esperar um dia, chegar no banco, entregar os dados, pedir a deus de nao precisar mostrar comprovante de residencia (nao precisei!), receber um papel, levar o papel à receita federal, esperar um dia, ir à receita federal de novo para tirar o CPF provisório, ser informado que o CPF final vai ser enviado pelo correio, voltar para casa e cantar a hina nacional do brasil.
Nao preciso falar que nunca chegou nenhum CPF final
Vive a burocracia!
Carlos Machado escreveu,
Setembro 16, 2007 @ 10:31
Eu queria saber se eu comprar uma moto de ano tipo 2000 a 2003 vou ter o memo trabalho que vcs para tirar a mesma rodando do estado?? gostei deste documentario ok abraço a todos.
marcelo escreveu,
Janeiro 20, 2008 @ 19:53
Caro amigo, sou do Rio de Janeiro e nos 04 anos anos ( 2002 a 2006) que morei em Manaus comprei uma moto Virago 750 (96) por R$ 6.000,00 e ao ser transferido de volta pro Rio me deparei com essa burocra toda para trazer a moto, definitivamente,pra cá e não consegui resolver nada!
Minha moto está há praticamente 02 anos e meio na casa de um amigo que continua em Manaus. Ela está no meu nome , porém a cópia da nota fiscal acabou perdendo-se na mudança, e não consigo saber qual foi a importadora que trouxe ela pra Manaus em 1996. Perguntas:
1) Como eu adquiro uma 2º via dessa Nota Fiscal??
2) Li algo sobre a possibilidade de veículos adquiridos pela Zona Franca só saírem de lá por no máximo 03 meses (depois disso teriam que retornar pra Manaus), JAMAIS podem sair de lá permanentemente.ISSO É VERDADE?????
3) Se houver possibilidade de tirá de lá pagando os impostos (certamente existem vários deles) eles seriam do valor de uma moto nova daqui no SUDESTE??????
Em média, em quanto tempo e quantos R$ EU CONSIGO RESOLVER ESSA MELECA!!??
Pelamor de DEUS me elucida essas questões pois estou aqui no Rio e tá foda de resolver isso há distância (lá já era também!!!) ACHO QUE SÓ VC PODE ME DAR UMA FORÇA!!RSRSRS
obs: O PORÃO DO ALEMÃO ERA SHOW DE BOLA MESMO!!HEHEHE
Um grande abraço!!
george matias da luz escreveu,
Marco 18, 2009 @ 14:01
eu sou do ceara e ha seis anos estou em manaus cidede maravilhosa ,so que no proximo ano quero voltar pro meu ceara e quero levar minha moto(fan 2006) o que devo fazer? nao quero me desfazer da minha moto ela e muiot boua.
Adriel Sarkis escreveu,
Fevereiro 24, 2010 @ 15:46
stou comprando uma Dodge Ram que consta essa restrição, o VEVEIC dela consta R$30mil qual seria o imposto relativo para retirar essa restrição?
E velu pelo Tuto…