Arquivo de Manaus-Bs.As.-Lar

Porto Alegre/RS - São Lourenço do Sul/RS

Apenas para relembrar, no motoacampamento em Triunfo, fomos gentilmente convidados para participar do encontro motociclístico de São Lourenço, o Motolagoa, tido com um dos principais do Rio Grande do Sul, contando com presença de motociclistas estrangeiros.

Asfalto bem meia boca Um pouco mais da vegetação local Pôr do sol nos pampas

Como é de praxe, saímos tarde de Porto Alegre e pegamos estrada já anoitecendo. Sobre o Rio Guaíba, nos deparamos com uma ponte levadiça que infelizmente estava abaixada, o que impossibilitou contemplar o milagre da engenharia. Logo após deparamos com um pedágio da Freeway, famosa rodovia gaúcha. Detalhe que o pedágio era no fim da rodovia, portanto, pagamos cerca de 5 reais para andar uns 3 Km na mesma. Acho que foi o pedágio mais caro da viagem.

Logo chegamos a São Lourenço, cidade histórica à margem da Lagoa dos Patos. Como toda cidade histórica que se preze, as ruas são de paralelepípedos. Os parafusos da moto que estavam supostamente apertados pela revisão feita em Porto Alegre, já não estariam depois dessa. Comecei a notar que o barulho da minha moto estava diferente.

Chegamos um dia antes do início real do evento e encontramos a organização do evento, liderada pelos Guerreiros do Asfalto , que estava a todo vapor finalizando os preparativos da festa. Todos os hotéis estavam lotados, mas o Guerreiro Manoel Viana gentilmente nos arrumou uma casa de temporada por um preço bem em conta para viajantes desempregados.

Argentina e Manaus cada vez mais próximos Tarugo de palha pra comemorar a chegada Motos guardadas no cafofo alugado durante o encontro

O evento estava muito bom e bem organizado. A famigerada barraca de capeta que me derrubou no último encontro estava presente, mas desta vez rezei um “pai nosso” e fiquei longe. Entre as atrações, tivemos uma equipe de freestyle saltando em uma rampa sobre um caminhão, globo da morte com os Irmãos Rodrigues, boate, show ao vivo e um jantar de confraternização com premiação de motociclistas. Nem precisa contar que ganhamos o prêmio de “placa mais distante”.

Aglomeração bonita de se ver Cassola e o Mickey, dos abutres (uns 90% do corpo tatuado) Show do globo da morte
Saltos por cima do caminhão Pessoal na tribuna de honra Honda VTX 1800, menina dos olhos

As motos exóticas também foram uma grande atração, destaque para a Harley Davidson 59 e da Yamaha Fazer 600 dos amigos de Bento Gonçalves. O Cassola, sempre presente, fotografou essas beldades.

Fizemos amizade com os motociclistas argentinos do motoclube Tormenta del Infierno que nos deram algumas dicas sobre seu território, que está em nosso roteiro. O maior desfalque foi o Maurício, Bruxo de Aceguá, que acabou não aparecendo. Acho que ele ficou com medo da barraca de capeta. :)

Ah! E o barulho da minha moto? Era um dos escapamentos que estava caindo por causa de 2 parafusos bambos que o prendem ao motor. Foi fácil de resolver.

Portal de São Lourenço do Sul

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Triunfo/RS - Porto Alegre/RS

Ok, chega de esconder o jogo. A partir de hoje vamos matar a curiosidade de todos e contar como acabou a etapa mais ao sul de nossa viagem. Pra quem não sabe, sim, terminamos a viagem bem. O tempo de silêncio no site se deu por conta da ambientação e empenho pra conseguir um novo emprego, afinal de contas, não é só de passeio que a vida é feita (mas eu não reclamaria se alguém quisesse me financiar pra ficar fazendo só isso…).

O trecho entre Triunfo/RS e a capital gaúcha foi bem curto, por isso há poucas fotos dessa viagem. Já no destino a coisa foi diferente, muitos pontos turísticos pra fotografar e lugares pra conhecer.

Asfalto bom, descampado ao fundo Mercado municipal de Porto Alegre Praça central dos pombos
Travessa Mário de Andrade Uma das muitas capelas antigas do centro

Nossa anfitriã nos pampas chama-se Daisy, manauara de nascença e conhecida por ter trabalhado numa das empresas parceiras de projeto. A pegamos desprevenida chegando meio que sem avisar, não dando tempo de encomendar os quitutes e a banda para comemorar nossa vinda, no entanto, quem nos conhece sabe que não fazemos muita cerimônia pra coisa alguma, o que importa mesmo é a presença e, principalmente, poder conversar sobre os bons tempos em Manaus. Obrigado a Daisy por compartilhar seu tempo e atenção conosco, foram momentos muito significativos.

Cantinho do Milton Cantinho do Thiago Daisy, nossa anfitriã e os uniformes de viagem

Aproveitamos os cerca de 9.000km de viagem para fazer a última revisão nas motos em solo brasileiro. Enquanto isso, corremos atrás do maldito seguro internacional. Vão esforço. Depois de penar pra encontrarmos alguma seguradora decente, descobrimos que ninguém faz esse tipo de seguro para motos. Claro que não acreditamos, decidindo por resolver este assunto mais próximo da fronteira, onde o pessoal deve ser mais informado.

Saímos umas duas noites pra conhecer o agito da cidade e numa delas estava tendo um jogo do Grêmio. Impressionante ver todas as pessoas em todos os bares acompanhando a pelota com máxima atenção. Mais impressionante ainda ver todo mundo ir embora logo após o final do jogo. Noite fraca, ao menos serviu pra reconhecermos o exagero gastronômico típico regional, onde um inocente bauru vira um sanduíche tão grande e recheado que fica difícil até pra duas pessoas comerem.

Ainda sobre a gastronomia local, temos uma dica legal sobre um lugar pra almoçar. Dentro do campus da PUC-RS existe um restaurante elite, especializado em vários tipos de comidas, desde sushi até comida italiana, passando por churrasco e outras coisas diferentes e deliciosas. O preço é muito em conta, em média, R$16 por cabeça.

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2º Motoacampamento de Triunfo/RS

Quando saímos de Curitiba, nosso amigo Pincel dos Filhos da Liberdade nos deixou encarregados de representar o motoclube em um encontro que aconteceria em Triunfo, interior do Rio Grande do Sul. O primeiro encontro que pegaríamos em nossa viagem, finalmente.

A estrada de Gramado para Triunfo estava muito boa, apesar da chuva forte e da baixa visibilidade por causa da neblina. Já chegando em Canoas, começamos a topar com diversos motociclistas a caminho do encontro. Nos unimos a um trem (comboio de motos) e já entramos no espírito do encontro.

O acesso ao parque onde foi o encontro foi muito fácil. Bastou apenas seguir o fluxo de motociclistas. Chegando lá, diversas motos já estavam estacionadas e o clima era de muita animaçao.

Parte inicial do encontro Boi mecânico Triciclo dos Abutres

Fomos muito bem recepcionados pelos presentes, sendo que o primeiro motoclube que tive contato no encontro foram “Os Enigmas do Motociclismo”, gente muito boa. O pessoal já logo falava ao ver nossa placa: “Nossa! Vieram mesmo de Manaus?”.

Nao posso deixar de contar que ganhamos um troféu como “Os motociclistas que vieram de mais longe”. Ainda bem que nao apareceu ninguém de Boa Vista. :)

Suzuki Hayabusa Motos exóticas nao faltavam no lugar Galpao de expositores

Rolou até foto com a secretária de turismo da cidade. Foi muito bom poder compartilhar um pouco de nossos causos com os motociclistas gaúchos e também ouvir dicas valiosas sobre os caminhos dos pampas, Uruguay e Argentina.

Novos amigos Moto do grupo perfomático Giro Total

O evento estava muito bem organizado e contava com um galpao para um acampamento indoor com acesso restrito aos motociclistas e segurança 24 horas. Todos estavam com barracas, mas nós, amazonenses de coraçao, esticamos nossas redes. Agradecimento especial ao Divo e ao Vilson, da organizaçao do evento, que nos arrumaram alojamento e foram muito atenciosos.

Local do nosso acampamento (as únicas redes do lugar) Acampamento indoor
A noite foi regada com muito rock’n'roll e cachaça, ao lado do nosso amigo Maurício de Aceguá. Cometi o erro de misturar cerveja, pinga, caipirinha e capeta. O resultado foi um estado deplorável no fim da noite, depois de muita diversao, que só fui lembrar no dia seguinte por causa das foto (algumas impublicáveis). A vantagem foi que dormi igual a uma pedra na rede.

Bêbado demais Bebado também Headbanger trêbado

Tocando uma Air Guitar Bruxo Maurício dos Los Ilegales de Aceguá

No dias seguinte ainda rolou uma etapa de um campeonato de motocross. Eu nao vi porque dormia para tentar curar a ressaca. Apesar da pequena distância, a viagem para Porto Alegre no dia seguinte foi muito longa para mim…

Outro detalhe foi que recebemos diversos convites para ir ao encontro de Sao Lourenco do Sul, que fomos logo aceitando. Nota dez para o Motoacampamento de Triunfo.

Motocross no dia seguinte Ressaqueado quase dormindo Quase dormindo...

PS: Mais fotos do evento podem ser vista no site do Cassola.

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Gramado/RS - Triunfo/RS

Durante nossa viagem, uma medida boa de quanto um lugar nos impressionou é a quantidade de fotos que tiramos. Gramado só perde em quantidade pro Rio de Janeiro, no entanto, é uma cidade bem menor, o que a faz ganhar em densidade.

Tudo no lugar te faz sentir como se fosse a Europa. A limpeza das ruas, a conservacao dos prédios, o estilo de construcao, a quantidade de polacos. Praticamente em todo lado que se olha há algo belo a ser apreciado, ainda mais na época em que chegamos, quando os colonos da regiao estavam mobilizados para a Festa da Colônia, onde comidas e apresentacoes típicas preenchiam os cantos da praca central da cidade.

Jantar típico alemao na festa do colono Apresentacao música típica na festa do colono Igreja a noite

Nos hospedamos no albergue que fica na saída pra Canela/RS. Lugar muito arrumadinho, porém com garagem aberta. Como ficamos no quarto ao lado de onde as motos estavam estacionadas, nao ficamos tao preocupados.

Albergue Gramado Living room e quarto ao fundo Vista do quarto

No primeiro dia, resolvemos fazer um city tour. A cidade nao é tao grande e tem muitos detalhes que merecem a atencao, por isso recomendo a todos fazê-lo a pé, como nós fizemos. Há uns passeios de ônibus pelas trilhas da regiao que partem da praca central, mas só conhecer a cidade já vale muito a pena. Destaques para a vista do vale (Belvedere) e a quantidade de hortências nas ruas (também pudera, a cidade fica na regiao das hortências).

Ruas arborizadas Belvedere - Vista do vale Hotéis com vista pro vale

Praca da festa da colonia Praca da bandeira Quiquito de oro (prêmio festival cinema de Gramado)

Depois de fotografarmos a bunda do Kikito, resolvemos conhecer o tal do lago negro, onde as árvores foram trazidas diretamente da floresta negra, na Alemanha, local de inspiracao pra muitas lendas. Lá pudemos resgatar um pouco de nossas infâncias andando nos pedalinhos. Nao que a gente nao viva de brincadeira, mas… enfim… foi divertido.

Lagoa Negra Sem tirar arrais amador Linguicinha fatal

Nao conseguindo atropelar pato algum, fomos até o Mini Mundo conhecer as maquetes de vários lugares do mundo feito por um avô para que seus netos pudessem brincar. Hoje esses mesmos netos administram o Hotel Rita Höppner, local que subsidia o parque.

Minimundo 1 Minimundo 2 Minimundo 3 Minimundo - sorte

Fotografamos mais alguns locais no caminho de volta pro albergue.

Igreja de dia Interior igreja Prefeitura de Gramado

Antes do jantar, paramos pra uma breve visita a Cidade do Papai Noel, outro parque temático. Aqui o Papai Noel nao tira férias e fica disponível o ano inteiro. Aqui também acontece uma convencao anual juntando papais noéis de todo o país, onde eles trocam idéias, assistem a seminários e discutem as melhores técnicas de logística para distribuicao de brinquedos usando carruagem e renas voadoras. ;-)

Neve artificial nessa época Bonecas infláveis usadas no cenário Nada de colo

Close na boneca inflável disfarcada de duende Árvore dos desejos Desejo paz, saúde, sucesso e... uh... vendo fusca 79!?!

Como vocês podem perceber pelas fotos, aqueles duendes usados nos cenários eram muito suspeitos…

Pra fechar o dia com chave de ouro, mais uma aventura gastronômica. Fomos até um restaurante experimentar o famoso e delicioso Fondue. O rodízio saiu uns R$ 35 por cabeca e foi servido em três etapas, entao a dica é levar um estômago extra pra conseguir aguentar comer de tudo.

Etapa 1 - batata com queijo Etapa 2 - carnes com 14 molhos Etapa 3 - frutas com chocolate

Rolando no caminho de volta pro albergue, tivemos uma bela surpresa. Esbarramos com o pessoal do Falcoes da Neblina MC, povo muito animado e hospitaleiro, que nos serviu de belas dicas sobre os caminhos da regiao.

A manha seguinte foi a manha de partida em direcao a Triunfo/RS. A cidade tenta nos desanimar com um forte nevoeiro durando até tarde, mas nao foi o suficiente.

Falcoes da neblina 1 Falcoes da neblina 2 Nevoeiro de despedida

No caminho pra Triunfo, muita chuva e frio. Nessas horas me arrependo de nao ter comprado uma calca de couro, mano. Na metade do caminho, passamos por Três Coroas/RS, onde quase parei pra poder conhecer um dos poucos (senao o único) templo budista tibetano da américa do sul. Fica pra próxima.

O resto da viagem foi tranquila, parando pra comer e abastecer em Nova Hamburgo e depois tocando direto pro destino. Num momento especial, adentramos o primeiro moto-encontro nos três meses de viagem.

PS: estou a quatro dias tentando encontrar o c cedilha e o a til nesses teclados espanhóis ;-)

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Florianópolis/SC - Gramado/RS

A vizinha do Sheldon provavelmente agradeceu aos céus nossa saída. Não contei pro nosso anfitrião, mas a sua vizinha chata reclamou comigo por causa do barulho da minha moto, que supostamente acordou o filho doente recém-nascido (de fato, atrapalhou sua novela por 10 segundos). Melhoras pro menino adoecido então.

A BR-101 de Floripa para Porto Alegre está em obras. Em alguns momentos o trânsito chega a ser interrompido por horas. Mais um incentivo para chegar a capital gaúcha passando pela serra. Portanto, seguimos para Lages/SC, Caxias do Sul/RS e finalmente Gramado/RS, sem pernoites.

A serra catarinense é de se respeitar. Um visual muito bonito e estradas relativamente boas. Algumas irregularidades no asfalto, mas nenhum buraco que possa danificar o veículo. A grande vantagem foi o pouco trânsito.

Belas estradas no interior catarinense Campos que findam no horizonte Pinheiros

Mais pinheiros Era pinheiro pra caralho! Mapa de Lages, getilmente cedido pelo posto de informações turísticas

Pouco depois de Lages chegamos na divisa pela BR-116. A parte gaúcha da rodovia é pedagiada. Felizmente motos não pagam… A surpresa foi as condições da estrada: ruins em comparação com as outras estradas pedagiadas que passamos pelo Brasil, mas ainda assim é um bom asfalto.

Divisa SC/RS Divisa física entre os estados de SC e RS Serra gaúcha

Em Caxias do Sul, quase chegando em Nova Petrópolis, a rodovia se mistura com as ruas da cidade, que estão em obras. Por causa da ruim sinalização no trecho administrado pela prefeitura local, perdemos alguns minutos até retomar o caminho na 116.

Quando chegamos em Nova Petrópolis, já comecei a me sentir na Europa, mais especificamente na Alemanha (o Jonas ia se sentir em casa). A arquitetura local é toda no estilo colonial alemão. Já deu pra ter uma noção dos encantos que nos aguardavam em Gramado. Uma pena não termos tirado fotos de Nova Petrópolis… mas não é muito diferente de Gramado.

Até Gramado, mais pedágios em uma rodovia estadual, novamente motos são isentas. Calculo que se estivéssemos em um carro, teríamos gastado de Floripa para Gramado cerca de R$25,00 de pedágio.

Floresta de araucárias Rochedo nas serras gaúchas Portal de Gramado

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