Rio de Janeiro/RJ - parte 2

Logo na segunda noite fomos passear no bairro pra sentir o movimento. A avenida principal, Boulevard 28 de Setembro, leva esse nome por querer ser chique e também homenagear a data de inauguração do primeiro bondinho da cidade. Bem que eu poderia jurar que era por causa do meu aniversário! Suas calçadas contém trechos de composições famosas, como Carinhoso e algumas melodias de Noel Rosa. Suas calçadas também são repletas de bares, ideais pra quem queria ver o agito.

Tomamos uma gelada no Petisco da Vila e resolvemos andar procurando um lugar mais agitado. Nada fácil num fim de noite de quinta-feira, mas continuamos mesmo assim. Já na primeira quadra, demos de cara com um pessoal estranho conversando encostado no muro. Colete de couro cheio de penduricalhos e barulho de motos, não havia dúvida, deveríamos estar perto de algum motoclube. Foi muito legal visitar os fundos do casarão abandonado e dar de cara com a sede dos Skulls-RJ. Lá conhecemos o pessoal, conversamos sobre nossa façanha, ouvimos dicas importantes de quem já visitou a Argentina e soubemos do casal aventureiro do grupo, que nas últimas férias havia feito uma viagem até o nordeste e voltado.

Na sexta-feira, resolvemos seguir uma indicação do pessoal do motoclube e conhecer um bar próximo à Vila Mimosa, o Heavy Duty. O dono do bar é membro dos Balaios-RJ, cuja sede fica ao lado, vizinho de mais cinco motoclubes diferentes. Não precisa dizer que o local cheirava a couro, de tantos coletados presentes. O clima era meio pesado, não arriscamos muita conversação, somente com um membro dos balaios que nos recebeu assim que chegamos. Ao menos a noite serviu para vermos muitas motos modificadas, o dodge sofazão desse novo colega, curtir o bom e velho rock anos 70 e passear pelo túnel Rebouças, quando erramos o caminho pra chegar perto da Vila Mimosa.

Sábado foi dia de citytour. Nosso anfitrião nos levou de carro pra conhecer os principais pontos da cidade. Passamos pela porra toda, como é costume se expressar por lá. Copacabana, Barra, Rocinha, palácio do rei, etc. Realmente o Rio de Janeiro é um lugar com muitos encantos. Pra coroar a tarde, fomos lanchar num tal de Outback, restaurante especializado em comida Australiana (aka exagerada e bem temperada). Pedimos uma cebola gigante frita mais batatas fritas pra experimentar, ambas deliciosas, porém, a vedete da refeição foi a sobremesa, o mega-hiper-über chocolate thunder, que redefiniu meu conceito sobre petit gateaus.

Favela do outro lado do morro da Rocinha Favela Rocinha - Rodeada de prédios nobres Copacabana Palace - RJ

Chocolate Thunder, from Down Under Ambiente do Restaurante Outback Thiago e Tati discutindo o futuro do Xicó - Barra Shopping

A noite tivemos um programa duplo, pizzada no aniversário do Barbeita e passeio com uma amiga de Niterói que conhecemos no albergue de João Pessoa. O jantar estava muito legal, com o pessoal animado e saindo uma pizza melhor que a outra, pena termos chegado tarde demais pra aproveitar melhor. O passeio também foi muito bom, já que passamos por mais alguns pontos turísticos e conhecemos os bares de Santa Teresa. Enfim, uma noite completa.

Domingo foi só descanso. Deixamos de ir no monobloco e no jogo do Vasco x Flamengo pra ficarmos descansando. Fazia muito tempo que eu não zapeava tanto uma televisão (obrigado por ter net em casa, barbeita, hehehe). Ócio rejuvenescedor total.

Leandro Barbeita, amigão e carioca gente boa :-) Olha o tamanho da jaguatirica doméstica Tikilito tentando escapar do malfeitor Olhar 43

A saudade de asfalto já era grande, segunda-feira seria o último dia na cidade maravilhosa.

3 Comentarios »

  1. Luciana escreveu,

    Marco 1, 2007 @ 16:51

    Vcs sabem que eu adoro gato, fiquei louca só de ver esse no seu colo Milton, que inveja….

  2. Roberta escreveu,

    Marco 3, 2007 @ 14:15

    Aê… mas um pouquinho e vocês se transformam em ‘autênticos cariocas’… O sotaque é o de menos, rs…o lance é o espírito. Blad Runner, eu diria…
    A narrativa das aventuras na cidade carioca está o máximo… é bacana saber o que pensam sobre a cidade da gente. P´ra nós que estamos mergulhados aqui neste caos é legal perceber quais as impressões que a cidade causa a quem chega de fora. Sem dúvida alguma a mídia trabalha e muito p´ra que a imagem do Rio seja esse horror; os noticiários comprovam isso (infelizmente é o que faz vender a notícia). Bom, vocês têm razão quando afirmam que ‘basta ficar de olho’, ‘não dar bobeira’, como em qualquer outra cidade grande… mas a verdade, é que a gente tá vivendo mesmo num clima ruim e muito difícil. O Rio da novela, lindo, não é p´ra todos…ele é – e já faz algum tempo – uma cidade partida, como já escreveu o Zuenir Ventura. Acho até que nós cariocas precisamos nos dar conta disso, porque só a partir daí as coisas podem mudar… Quando a cidade for p´ra maioria, a gente vai conseguir: parar no sinal, deixar os vidros abertos, sair mais durante à noite, não olhar p´ros lados a cada 5 segundos…
    Ser bonito e ser sereno, a gente tá precisando… :)

    Ah sim… não é lenda… cariocas que comprovarem terem nascido na cidade têm desconto nos pontos turísticos, mas isso acontece durante um determinado período do ano – que se não me falha a memória começa agora, com o aniversário da cidade. O projeto chama-se ‘carioquinha’…
    Ah sim…2, rs, não é ‘doissss ingressosssss’, mas sim ‘doixxx ingressuxxxx’, na maior chiadeira…
    :P
    beijos e abraços-cariocas-flumineses (ainda que eu seja VASCAÍNA!!!!!!!!)
    ‘É nóis’.
    (Ô Milton, ainda bem que vcs não foram ao ‘crássico’… já tava achando que vocês é que eram os pés-frios do negócio…he, he, he!)

  3. heitor rodrigues escreveu,

    Marco 16, 2007 @ 21:20

    pow, achei super bacana o site, adorei as fotos, achei ,maneiro

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